{"id":638,"date":"2012-04-23T22:21:29","date_gmt":"2012-04-23T22:21:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sustentar.net\/?p=638"},"modified":"2012-04-25T19:47:10","modified_gmt":"2012-04-25T19:47:10","slug":"missao-explora-continente-de-plastico-com-34-milhoes-de-km","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/noticias\/missao-explora-continente-de-plastico-com-34-milhoes-de-km","title":{"rendered":"Miss\u00e3o explora &#8216;continente de pl\u00e1stico&#8217;, com 3,4 milh\u00f5es de km"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Guiada por sat\u00e9lites, uma escuna francesa da d\u00e9cada de 1930 vai, em breve, partir ao encontro do &#8220;7\u00ba continente&#8221; &#8211; uma gigantesca placa de lixo pl\u00e1stico que flutua no oceano Pac\u00edfico, seis vezes maior do que a Fran\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Chocado pelos detritos encontrados no mar&#8221; durante sua participa\u00e7\u00e3o numa competi\u00e7\u00e3o de remo, em 2009, o explorador Patrick Deixonne decidiu realizar esta expedi\u00e7\u00e3o cient\u00edfica para alertar o mundo sobre a &#8220;cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica&#8221; em curso, no nordeste do Pac\u00edfico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esta placa de lixo &#8220;fica em \u00e1guas pouco usadas pela marinha mercante e o turismo, e a comunidade internacional n\u00e3o se preocupa por enquanto&#8221;, disse ele. Membro da Sociedade de Exploradores franceses (SEF), que patrocina a aventura, e fundador da Ocean Scientific Logistic (OSL), com sede em Caiena, na Guiana Francesa (Am\u00e9rica do Sul), Deixonne afirmou \u00e0\u00a0<em>AFP<\/em>\u00a0querer &#8220;ser os olhos dos franceses e dos europeus para este fen\u00f4meno&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ex-bombeiro do Centro Espacial de Kourou e conhecedor da floresta guianense, Patrick Deixonne, 47 anos, define-se como um &#8220;explorador de uma nova gera\u00e7\u00e3o que deve documentar os grandes problemas ambientais, porque a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 a chave da mudan\u00e7a&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A miss\u00e3o &#8220;7\u00ba Continente&#8221; sair\u00e1 no dia 2 de maio de San Diego (Estados Unidos) a bordo da L&#8217;Elan, uma escuna de dois mastros constru\u00edda em 1938, para um m\u00eas de navega\u00e7\u00e3o e um p\u00e9riplo de 2,5 mil milhas n\u00e1uticas (4.630 km) entre a Calif\u00f3rnia e o Hava\u00ed, onde o explorador Charles Moore descobriu, por acaso, em 1997, esta incr\u00edvel massa de res\u00edduos pl\u00e1sticos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 o momento, \u00e0 exce\u00e7\u00e3o da passagem da miss\u00e3o Tara-Oc\u00e9ans pela regi\u00e3o, para proteger o pl\u00e2ncton, apenas duas expedi\u00e7\u00f5es americanas a estudaram, em 2006 e 2009. O lixo se acumula a ponto de encontrar correntes mar\u00edtimas fortes que se deslocam sob o efeito da rota\u00e7\u00e3o da Terra, segundo o princ\u00edpio da for\u00e7a de Coriolis, e formam um imenso v\u00f3rtice denominado &#8220;Vortex de Gyre&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A for\u00e7a centr\u00edpeda aspira lentamente o lixo para o centro dessa espiral que poder\u00e1 se tornar ent\u00e3o uma das maiores do planeta: 22.200 km de circunfer\u00eancia e cerca de 3,4 milh\u00f5es de km\u00b2, segundo o Centro Nacional de Estudos Espaciais (Cnes) que patrocina o projeto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;Estima-se em v\u00e1rias dezenas de milh\u00f5es de toneladas a quantidade de detritos nos cinco pontos do globo&#8221;, explica Georges Gr\u00e9pin, biologista e assessor cient\u00edfico da OSL Ocean Scientific Logistic. Outros cientistas marinhos j\u00e1 encontraram fragmentos de pl\u00e1stico em todas as amostras de \u00e1gua do oceano obtidas na perna inicial da travessia do Projeto 5 Gyres (Giros), o primeiro estudo global sobre polui\u00e7\u00e3o marinha por pl\u00e1stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00e3o &#8220;essencialmente microdetritos de pl\u00e1stico decomposto em suspens\u00e3o sobre 30 m de profundidade. N\u00e3o \u00e9 verdadeiramente um continente sobre o qual pode-se caminhar, no sentido pr\u00f3prio&#8221;, precisou. A escuna ser\u00e1 guiada por dois sat\u00e9lites da Nasa &#8211; Aqua e Terra &#8211; para se dirigir aos locais onde a concentra\u00e7\u00e3o de res\u00edduos \u00e9 a mais forte para medir sua densidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um captador, elaborado por alunos de engenharia, ser\u00e1 testado numa boia \u00e0 deriva. Dever\u00e1 permitir distinguir na \u00e1gua os pl\u00e1sticos dos pl\u00e2nctons e outras part\u00edculas vivas, depois cartografar as zonas polu\u00eddas com imagens por sat\u00e9lite, pela primeira vez no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m ser\u00e3o soltas, durante o percurso, outras 12 boias de estudos cient\u00edficos pertencentes \u00e0 ag\u00eancia americana Administra\u00e7\u00e3o Nacional dos Oceanos e Atmosfera (NOAA, na sigla em ingl\u00eas), ao programa de estudo dos oceanos da Unesco e ao projeto juventude Argon\u00e1utica, para permitir a milhares de estudantes no mundo realizar um estudo das correntes mar\u00edtimas. Para saber mais sobre a expedi\u00e7\u00e3o, basta acompanh\u00e1-la diretamente no site: <a href=\"http:\/\/www.septiemecontinent.com\/\" target=\"_blank\">http:\/\/www.septiemecontinent.com<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A enorme placa de lixo pl\u00e1stico &#8211; seis vezes maior que a Fran\u00e7a &#8211; que flutua no Oceano Pac\u00edfico, foi descoberta por acaso pelo explorador Charles Moore, em 1997.<\/p>\n","protected":false},"author":4,"featured_media":639,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-638","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-noticias"],"acf":[],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/638","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=638"}],"version-history":[{"count":3,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/638\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":641,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/638\/revisions\/641"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/media\/639"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=638"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=638"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.sustentar.net\/2015\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=638"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}