15 de Outubro de 2015 Fundação Dom Cabral - FDC
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Inovação e sustentabilidade: como unir esses dois pólos?

O gigante norte-americano Wal Mart sempre foi conhecido por ser um dos principais varejistas do mundo e por estar focado na eficiência da sua operação, crescimento e lucro. Tendo como principal diferencial a estratégia de preço baixo, até pouco tempo aparentava não se preocupar com mais nada além disso. Não demostrava nenhuma preocupação com a sociedade ou o meio ambiente e, assim, não dava motivos para ser considerada extremamente diferenciada de sua concorrência.

Porém, com o passar dos anos ficou evidente para os líderes do Wal Mart que a situação deveria mudar se a empresa desejasse se manter no topo do seu ramo de atuação. Afinal, depois de fazer algumas pesquisas com clientes e ex-clientes, a companhia descobriu que uma boa parcela de consumidores deixava de comprar lá por causa de certas “atitudes” (ou falta delas).

Assim, em 2005, o Wal Mart desenvolveu um plano de sustentabilidade que o tornou um pouco mais verde e de quebra mais inovador, pois aproveitou a onda para repensar também tudo o que se refere à inovação dentro da organização.

Na prática

De lá para cá, três grandes metas foram estabelecidas:

● Ser alimentado com 100% de energia renovável;
● Não desperdiçar nada em toda a cadeia de produção e vendas;
● Vender produtos que mantenham os recursos próprios e o meio ambiente.

Para conseguir isso, o Wal Mart fechou parcerias com fornecedores dos mais diferentes segmentos que puderam contribuir para que os objetivos fossem alcançados.

Para a primeira meta, a organização buscou combustíveis alternativos, revisou suas estratégias de logística para alterar procedimentos que não contemplassem a preocupação com a energia renovável e encontrou parceiros nas áreas de design, energia, construção e manutenção que também têm essa mesma preocupação.

Para alcançar o segundo objetivo, o Wal Mart repensou a forma como embala o que vende e repensou seus departamentos de operações e aquisições.

E para ver a terceira meta se tornando realidade trocou fornecedores em diversos segmentos nos quais trabalha procurando sempre optar por aqueles que oferecem produtos sustentáveis.

A ideia

Este exemplo de uma empresa de grande porte mostra que é possível mudar comportamentos “tradicionais” e passar a se preocupar mais com a inovação e a sustentabilidade dentro de uma organização. O importante é, antes de mais nada, entender que não basta simplesmente inovar ou se preocupar com a sustentabilidade. É preciso levar os dois conceitos juntos.

Como afirmou a publicitária Christina Carvalho Pinto no 1º Debate de Sustentabilidade HSM , que aconteceu em meados do ano passado, é preciso haver um equilíbrio entre o poder masculino e o poder feminino, Yin e Yang. “Inovação é Yin e ação é Yang. Elas se complementam. Tudo ficou muito Yang e precisamos resgatar o poder feminino, nos permitir acolher e fertilizar as ideias”.

Não separe o que deve estar unido. Lembre-se disso e faça da inovação e da sustentabilidade dois pilares fundamentais para o sucesso da sua organização.

Dicas práticas

● Identifique quais são os problemas na sua cadeia de produção no que diz respeito à sustentabilidade;
● Debata com seus colaboradores possíveis soluções para esses problemas;
● Encontre fornecedores que tenham as mesmas preocupações que você;
● Estabeleça metas que, ao cumpridas, farão a sua empresa mais sustentável e inovadora;
● Incentive seus colaboradores a compartilharem ideias que podem tornar sua empresa ainda mais sustentável – e, porque não, inovadora;
● Esteja sempre atento ao que seus concorrentes ou até mesmo empresas de outros segmentos estão fazendo para se tornar mais sustentáveis e procure aprender com elas;
● Lembre-se sempre dos motivos que o levaram a começar essa mudança. Assim, não vai ser uma dificuldade qualquer que vai fazê-lo desistir.

Com isso em mente é começar a agir. Os resultados desse trabalho serão evidentes. Sua empresa se tornará uma organização melhor e com isso até mesmo os resultados financeiros melhorarão. Não custa tentar, não é mesmo?

Fonte: Blog HSM